Estou de volta depois de um bom período sem postagens. Tem visual novo e uma série nova aqui no Cinemania. Falarei dos meus filmes favoritos - ao contrário do filmes importantes, que tem a ver com a minha vida, mesclando filmes bons, ruins ou péssimos. O primeiro a ser falado é um que, curiosamente, também está na minha lista de filmes importantes - em outra postagem falarei mais sobre o seu significado em minha vida.
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
"Feliz é o destino da inocente vestal. Esquecendo o mundo e por ele sendo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Toda a prece é ouvida, toda a graça é alcançada."
Apoiado pela criativa direção de Michel Gondry, Brilho Eterno conta com ótimos efeitos visuais - destaque para os efeitos de Jim Carrey pequeno, que se apoiou no ilusionismo para dar tal forma e não nos computadores. Todos os efeitos acrescentam algo novo para a trama, não sendo colocados ali em vão. Inclusive, Gondry conduz de uma forma fantástica ao incorporar as lembranças de Joel de uma forma natural, com uma estrutura ousada, porém corajosa.
Aliás, a estrutura do longa é arrebatadora. Desde a sua cena inicial até o seus créditos iniciais - o intervalo de tempo é de 20 minutos - o domínio que a dupla Gondry-Kaufman tem com a linguagem cinematográfica é exemplar. A montagem, o elemento necessário para fundir as lembranças com a vida real, para parecer confuso e ao mesmo tempo não parecer, é exemplar. Uma montagem tão brilhante que dá inveja a muito filme vencedor de Oscar por aí - alguém falou Crash - No Limite?
Se a parte técnica está maravilhosa, o mesmom pode-se dizer da parte artística do longa. Jim Carrey é Joel e Joel é Jim Carrey. Não haveria outro ator que encarnasse o pacato Joel de uma maneira tão natural sem ser superficial. Contamos ainda mais com a bela química com Kate Winslet. Ela, por sinal, rouba todas as cenas em que aparece, dando um verdadeiro show de interpretação. Mostrando que é uma das melhores atrizes dessa geração, ela se entrega a Clementine de corpo e alma, coisa que nenhuma outra atriz seria capaz de fazer tão bem - um papel novo para Kate, que antes de Brilho Eterno tinha sua fama pelos seus pepéis em filmes de época.
O maior problema de falar de meus filmes favoritos é justamente este: eu puxo muito o saco deles. Mas este aqui merece. Apesar de não ser considerado um dos melhores desta primeira década por muitos, é um dos meus filmes favoritos, tanto desta época quanto de todos os tempos. Kaufman vai demorar muito para superar o roteiro deste aqui e Gondry, a sua criatividade.
Vencedor do Oscar de Roteiro Original. Indicado em Melhor Atriz (Kate Winslet).
- Em um ano em que tinha Ray e Em Busca da Terra do Nunca - gosto muito do filme, mas prefiro Brilho Eterno - em várias categorias, o esquecimento de Brilho Eterno foi imperdoável.
- Abaixo, uma das minhas cenas preferidas do filme.
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004
Direção: Michel Gondry. Roteiro Original: Charlie Kaufman. Elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood, Mark Ruffalo, Kirsten Dunt e Tom Wilkinson.
6 comentários:
Kate Winslet e Jim carrey são dois grandes atores, e realmente fazem jus a seus talentos nesse filme.
Também um dos meus preferidos! Abraços e bom blog!
Ainda não assisti ao filme por falta de tempo, seu comentário está ótimo.
é realmente um roteiro como poucose sou suspeita pra falar a kate winslet..ela é muito boa mesmo!
é uma das minhas atrizes favoritas!!
Parece muito bacana! A Kate tá super diferente com esse visual, tão bonita como sempre.
Obrigada pelo comentário. Eu não entro sempre, só quando inspirada, por isso demorei um pouco.
Também gosto imensamente desse filme, a melhor coisa que Charlie Kauffman escreveu e a melhor que o Gondry dirigiu. Totalmente impecável. O final é arrasador, mas muito bonito. Me surpreendi no elenco com o Carrey, tão afeito a personagens cômicos, que aqui mostra sua veia dramática. A Kate está até bem, mas ainda acho que ela melhorou com o tempo.
Um dos grandes filmes da década. Carrey e Winslet em sintonia perfeita, belíssimo roteiro de Kaufman e ótima direção de Gondry. Quando lembro desse filme, me irrito com o fato de Jim Carrey não investir mais em seu talento dramático...
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