Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto
por água abaixo e o seu casamento está cada vez mais sem emoção e acaba se refugiando em drogas – heroína. Paralelamente, seu irmão Hank (Ethan Hawke) também sofre com problemas financeiros, devendo a pensão para a sua ex-mulher e sua filha. Andy então o convence de dar um golpe na joelharia de seus próprios pais. Mas um erro incalculável e o ajudante deles do crime acaba matando a mãe de Andy e Hank. O pai, inconformado com a atitude do bandido, decide investigar afundo esse caso, não suspeitando que seus próprios filhos foram os mandantes do crime – óbvio que sem intenção de matar a própria mãe. Para complicar, a esposa de Andy, Gina (Marisa Tomei) está tendo um caso com o cunhado, Hank.
pai, seu personagem corre atrás para saber quem matou a sua esposa, e ele nunca cai no melodrama. Sempre se contendo nas cenas que tem que expor suas lágrimas, chegando a perfeição na cena final – que poderia muito bem cair num melodrama. Fechando o elenco, Marisa Tomei é o ponto-chave da trama. Ela é a personagem que tende a equilibrar toda a raiva e a angústia dos personagens, não percebendo que ela mesma se sente infeliz com toda esse rede familiar. Destaque para a cena em que ela enfrenta o marido, mostrando toda a química com Hoffman. Química, aliás, presente em toda a produção. O elenco possui um timing e uma dinâmica invejável. Desde a cumplicidade dos irmãos até chegar ao ponto culminante da produção, a relação pai e filho, destacando, é claro a dupla Hoffman-Finney.
Before the Devil Knows You're Dead, EUA, 2007, dir.: Sidney Lumet. Com: Phillip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei, Albert Finney e Rosemary Harris.
ovente e muito simpática. Wendy e Jon Savage são dois irmãos que acabam descobrindo que seu pai está sofrendo de demência e a doença está cada vez mais grave. Os dois então voltam a conviver um com o outro na esperança de encontrar uma resolução para o problema do pai, apesar da sofrida infância que tiveram em relação ao pai. O tema não é dos mais originais, mas o como ele é explorado é que é o atrativo. Aqui nós temos, claro, os clichês do gênero, um irmão vai aprendendo a lidar com a vida juntamente com o outro, para o final os dois se entenderem. Mas é isso que fica formidável. Apesar do tema ser esse, o filme não segue a linha da maioria dos filmes e usa a mesma fórmula mas de outra maneira.
a para demonstrar o quão chata é a sua vida, ela mostra-se mais uma vez uma atriz compenetrada, concentrada no que faz, e isso é o melhor atributo de um ator. Já Phillip Seymour Hoffman está excelente. Um homem triste, igualmente insatisfeito com a vida, principalmente quando a sua relação não rende e a sua namorada volta para o país de origem. Porém, o que diferencia Hoffman de outros atores é que ele tem mais que um olhar, ele consegue fazer que, por mais sério e forte que Jon possa perceber, que ele é humano. É um cara que também sente, um homem que também pode ficar triste. Sua atuação é impagável. A dinâmica que a dupla consegue contornar até mesmo o ritmo lento da projeção. Não é um dos melhores filmes do ano, porém é um filme que, com certeza, tem muito, mas muito a dizer com tão pouco.
The Savages, EUA, 2007, dir.: Tamara Jenkins. Com: Laura Linney, Phillip Seymour Hoffman e Philip Bosco.
mãe controladora (Laura Linney, ótima) vive quieto, fechado com as pessoas, e é visto como um idiota pelas pessoas da sua cidade – ao menos, pela parte feminina. O pai, um padre – ou um pastor, enfim não sei direito – é silencioso, não se mete nas decisões da mãe, por mais que tente interferir. O garoto, interpretado por Ruper Grint, tem 17 anos e sabe escrever poesia, ele gosta. Sua mãe é obcecada pela religião – em uma sacada de mestre do roteiro que, sem a resolução, talvez enfraqueceria todo o filme – e obriga o garoto a fazer coisas que ele não quer, tirando a sua liberdade. Até que ele encontra a sua fuga nos ombros amigos de uma atriz aposentada e triste.
ito estava perdida em sua mente, começa a sorrir. Sim, o momento em que ele sorri pela primeira vez é inesquecível – destaque para a cena em que ele está ensaiando uma peça de teatro com Walters. Ela, porém, já vem energética. Aquela energia toda, aquele modo de viver a vida é claramente uma espécie de máscara para a verdadeira Evie Walton (seu personagem no filme). Evie é uma mulher triste, com um trágico ocorrido em sua vida e dona de três relações amorosas frustradas, além de um futuro nada promissor. Portanto, um acaba encontrando no outro, com personalidades e maneiras de ver o mundo totalmente diferentes, uma amizade inesquecível, que nem mesmo a idade pode atrapalhar. E para ficar bem claro, o filme não trata de pedofilia ou coisas parecidas. É um filme inocente, bonitinho e, principalmente, bom de ver. Vale a pena dar uma conferida.
Driving Lessons, Inglaterra, 2006, dir.: Jeremy Brock. Com: Rupert Grint, Julie Walters e Laura Linney).
6 comentários:
Gostei mais do Primeiro - Antes que o diabo saiba que você está morto - vou ver se assisto...
Adorei teu blog muito bem editado....PARABÉNS!!!!
Acho q vou gostar mais do primeiro filme ... pelo que me conheço.
Já assisti a Familia Savage e gostei bastante, achei sua analise bem justa, é mais ou menos o que eu achei do filme tambem
Pretendo assitir Antes que o diabo saiba que você está morto, já tinha ouvido bons elogios ao filme e agora fiquei com mais vontade ainda de assistir^^
Abraço
Não vi nenhum, mas conheço o PSH. Ele sempre passa aqui em casa, tomar um café.
desses eu só assisti a família savage e gostei muito...é um belo filme.
Muito bom o blog
Abraços!
Cara, não vi nenhum desses filmes. Preico ver, talvez o genero assim nçao me chame atenção, mas pelo que vc falou quero ver o primeiro.
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