E isso adianta? Depois de duas horas explodindo carros, exterminadores, pessoas, transformer... ops, máquinas gigantes e barulhos, o que este novo filme tem para apresentar ao espectador? Nada, absolutamente nada. O tal reboot mencionado por todos não é nada mais que um filme dirigido por Michael Bay. Ou seja, não espere muito daquela história complexa e inteligente dos dois primeiros, muito menos vá esperando algo sério. Os diálogos e as situações são igualmente rasos e clichês, salvo por poucos atores. Anton Yetchin interpreta com perfeição Kyle Reese, se igualando ao seu antecessor, Michael Biehl - tem que dar um crédito pro cara; já Sam Worthington - atual parceiro de Cameron em Avatar - faz uma boa performance, principalmente no início. Já Christian Bale interpreta um John Connor péssimo. Além de usar sua voz habitual do homem-morcego (será que ele não consegue mais usar a outra?) ele não parece um líder, em nenhum minuto da projeção.
Com um roteiro o suficientemente raso, sem frases de efeitos e sem uma história propriamente dita, este Exterminador: A Salvação é realmente um reboot da franquia. O que é uma pena, pois ele se aproxima mais de Transformers do que seus antecessores. Mas devo admitir, a música do Exterminador até agora está nos meus ouvidos.
O Exterminador do Futuro: A Salvação

Terminator Salvation, 2009
Direção: McG. Roteiro Adaptado: John D. Brancasto e Michael Ferris. Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Bryce Dallas Howard, Anton Yeltchin, Moon Bloodgood, Jadagrace, Helena Bonham Carter, Common e Jane Alexander.
5 comentários:
É isso mesmo, premissa até interessante, mas mediocrizada por um roteiro raso e um diretor operário-padrão.
Não achei tão ruim, mas ficou aquém até de T3, que tinha mais classe.
Com uma qualidade técnica fora de série, O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO é um colírio para os olhos. Sequências muito bem planejadas e executadas, locações paradisíacas, efeitos visuais de primeira e uma fotografia satisfatória. Em vários momentos, o filme me fez lembrar as sequências de FILHOS DA ESPERANÇA. O som também é muito bem utilizado, seja no barulho ou até mesmo no silêncio. E a trilha sonora acompanha as cenas com perfeição, complementando-as. As atuações, por sua vez, são medíocres, mas não comprometem o resultado final da película, que foi extremamente surpreendente - positivamente falando. Temos que lembrar que a franquia sofreu uma metamorfose com a saída de Arnold Schuzenneger e o ingresso do talentoso Cristian Bale. Mas vou contar um segredinho: Schuazzeneger faz uma pontinha no filme, que valeu pela saga toda. Por fim, a direção de McG foi positiva ao propor entretenimento e agradar pela tecnologia de ponta utilizada na produção e um roteiro que sustentou muito bem o projeto, com arguições consisas e exagerando concientemente e na dose certa em algumas cenas de ação.
SORO: som; sequências; edição; produção; trilha sonora; locações; efeitos visuais; direção.
VENENO: atuações; erros de continuidade.
NOTA (0 a 5): 4,5
****
Acabei não vendo ainda, e com tantas notas negativas por aí a vontade vai diminuindo!
Diego, eu adoro a série TERMINATOR, especialmente os dois primeiros filmes, sob o comando do Cameron ... estava com muito medo desse aqui, por causa do McG, mas confesso que os trailers me animaram bastante ... mas, pelo jeito, o filme é só ação sem cérebro mesmo, não é? Uma pena. Mesmo assim, devo encará-lo nesse fim de semana.
P.S.: além do post sobre Frost/Nixon, coloquei lá no blog os filmes de maio, logo abaixo do texto sobre o filme do Ron Howard. Depois dê uma olhada lá ...
Sim, realmente as críticas têm sido péssimas no que respeita a este quarto capítulo da saga... Não estava à espera...
Participa na sondagem "Melhor James Bond com Peter Sellers, George Lazenby, Timothy Dalton e Daniel Craig” até ao dia 15 de Julho 2009, em http://additionalcamera.blogspot.com.
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